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Vitor Araújo, Wassab, 3 Ets Records, Hrönir, Sãomer Zwadommit, Jimbo & Videoforza, Zeca Viana, Badminton, Saracotia & Rua

Mixtape MI#13 com Dj Dolores, Kitara, Alaca+Troz+Dedê, Dj Cremoso, Vício Louco e mais.

Segundo defi­ni­ção for­mal do termo, a expres­são Do it your­self  (DIY) — muito conhe­cida rela­ci­o­nada ao movi­mento Punk — se refere o ato de cons­truir, modi­fi­car ou con­ser­tar algo sem a ajuda de um espe­ci­a­lista ou pro­fis­si­o­nal capacitado.

Partindo deste cerne con­cei­tual e pro­mo­vendo um recorte que olha para a pro­du­ção inde­pen­dente per­nam­bu­cana das ruas, esta Mixtape Mi #13 garimpa artis­tas que encon­tra­ram um modus ope­randi de pro­du­ção, dis­tri­bui­ção e comu­ni­ca­ção extre­ma­mente pes­soal, autô­nomo, sar­cás­tico, nii­lista, sub­ver­sivo e des­pren­dido de qual­quer julgamento.

Um auto­di­da­tismo que alia as novas e demo­crá­ti­cas tec­no­lo­gias de pro­du­ção ao flerte com as esté­ti­cas da música ele­trô­nica, ragga, funk cari­oca, R&B e hip hop. Tudo isso repro­ces­sado em uma lin­gua­gem própria.

Nesta sele­ção — com a exce­ção de DJ Dolores com Boyzinha —  figu­ram ape­nas artis­tas iné­di­tos em nossa série de mixtapes.

Sao eles, Kitara com a Língua do P, MC Leozinho com Ai, Caramba, o trio Alaca, Troz & Dedê com Doida de cer­veja, o anô­nimo DJ Cremoso em ver­são para Say It Ain’t So do Weezer, Vício Louco com Pica Pau Maluco e Rap Tecno, Dj Biel com Beat Dj Biel & Luizinho Rato do Mangue com Noiada.

O pro­jeto MI –Independente é um regis­tro essen­cial da música inde­pen­dente per­nam­bu­cana e até o momento mapeou cerca de 150 artis­tas em um ano de existência.

Ouça nos­sas outras mix­ta­pes.

MI Entrevista: Paulo André Moraes (Abril pro Rock)

* por Rodrigo Edipo

“É triste ir no UK Pub ver Wado tocar pra 15/20 pes­soas, ou ver a estreia de Clayton ex-Cordel no mesmo UK pra 15/20 pessoas…”.

Quem conhece Paulo André Moraes sabe (ou pelo menos des­con­fia) qual o pano de fundo deste desabafo.

O pro­du­tor que está há mais de duas déca­das “remando con­tra a cor­rente” com o Abril pro Rock (APR), tem motivo de sobra para estar incon­for­mado com a polí­tica “mul­ti­cul­tu­ral” do Estado de Pernambuco e decep­ci­o­nado com a pre­ca­ri­e­dade que se encon­tra a nossa radi­o­di­fu­são hoje.

“Um out­door no Recife com Siba, Volver, Television, Jeneci e Móveis, é pro­gra­ma­ção para pou­cos… não mais do que 5 mil pes­soas, entende?”, explica Paulo se refe­rindo a alguns nomes do lineup do APR-2013 quando per­gun­tado sobre a dis­pa­ri­dade de público entre as duas noi­tes do Festival (encer­rado sábado pas­sado com os shows de JuveNil e Di Melo no APR Club).

Apesar de — em alguns momen­tos — ado­tar o discurso-padrão de quem res­guarda a ferro e fogo a ima­gem do pró­prio empre­en­di­mento, con­ver­sar com o pro­du­tor sobre o Abril foi tanto com­pre­en­der melhor o modus ope­randi que rege a cura­do­ria do fes­ti­val, como tam­bem vê-lo desa­fiar a nova gera­ção a assu­mir a res­ponsa de algum “infer­ni­nho” a fim de pro­mo­ver peque­nos shows que movi­men­tem a cena inde­pen­dente local. Dentre outras coi­sas igual­mente inte­res­san­tes e provocadoras.

A seguir, nossa conversa.

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De prin­cí­pio, gos­ta­ria de saber se você ficou satis­feito com o APR-2013.

Fiquei, por­que foi um ano “nor­mal”, sem Paul McCartney ou Chico Buarque (con­cor­rendo)… e o APR sem o Los Hermanos. Tínhamos (Rodrigo) Amarante, mas a tour do músico foi adi­ada pro segundo semes­tre e só sou­be­mos disso na semana ante­rior ao car­na­val, então tive­mos que refa­zer a noite pop, mas o tama­nho é esse mesmo… é desa­fi­a­dor mon­tar uma pro­gra­ma­ção da noite pop, com tudo que rola 2 meses antes. Além de um mega car­na­val pop, com direito a Titãs no Marco Zero, tem todas as fes­tas que rolam antes. É quase impos­sí­vel fazer uma pro­gra­ma­ção iné­dita, tem que com­por com os grin­gos, o que já esta­mos fazendo há um bom tempo.

No caso, o ine­di­tismo para a noite pop, basi­ca­mente, são as novas ban­das per­nam­bu­ca­nas e algum artista gringo.

Pois é, se você olhar nos últi­mos tem­pos, tive­mos shows iné­di­tos aqui, como por exem­plo Karina Buhr em 2011. Ela, absur­da­mente, não foi con­vi­dada para a pro­gra­ma­ção do car­na­val 2011, mesmo depois de figu­rar nas lis­tas de melho­res do ano de 2010… na ver­dade ape­nas par­ti­ci­pou do show de aber­tura com Lenine, nem o Rec Beat se inte­res­sou, aí trou­xe­mos, na hora certa, no momento certo. Já com Siba esse ano não era um show iné­dito, mas tam­bém 2012 foi o ano dele. O triste é que esses nomes locais são subes­ti­ma­dos por público e seto­res da imprensa, não são vis­tos como atra­ções prin­ci­pais, ape­nas mais um show deles, só por­que são artis­tas da pró­pria cidade. Mas nessa noite pop já alter­na­mos de nomes clás­si­cos como Lee Perry, Skatalites, Television, até sons iné­di­tos que nunca vie­ram pra cá, nem pro Brasil, como Heavy Trash, Antibalas, Chicha Libre, Buraka Som Sistema… reco­nheço que depois da polí­tica Multicultural (seja lá o que isso queira dizer) e seus ciclos juni­nos, nata­li­nos, car­na­va­les­cos, etc, com cen­te­nas de shows gra­tui­tos, oferta maior do que a demanda, mais do mesmo… ficou mais difí­cil com­por a noite pop… de qual­quer forma, mesmo na difi­cul­dade, na hora de com­por (o line up), pre­fe­ri­mos con­fiar nos clás­si­cos do que no hype.

Por que a noite pop, com o tempo, foi per­dendo em impor­tân­cia em rela­ção ao dia do metal?

Por tudo isso que te falei… pouca coisa naci­o­nal é iné­dita no APR, tem que ser um show novo, uma banda iné­dita, uma com­po­si­ção boa, pra fazer a galera sair de casa, mesmo assim, con­si­dero 4.000 pes­soas um exce­lente público diante dessa rea­li­dade local, entende? Sem falar que colo­ca­mos 15.000 pes­soas pra ver LH (Los Hermanos) + 3 ban­das novas ano pas­sado… e ainda sofre­mos com Paul McCartney na 2ª noite pop. Se sou­bés­se­mos de Paul antes, tería­mos can­ce­lado aquela noite, mas o show dele foi divul­gado com 1 mês de ante­ce­dên­cia. Se você pegar a pro­gra­ma­ção dos últi­mos 5/6 anos, vai ver desde Mutantes até NZ (Nação Zumbi), de Television a Lee Perry… e outros que já citei.

Mas existe uma dis­pa­ri­dade grande de público entre as duas noi­tes. A noite pop pre­cisa de uma iden­ti­dade para atin­gir um nicho mais específico?

Não tem nada pare­cido com a noite pesada do APR no NO/NE do Brasil, então a galera sai de longe pra ver os shows… mas diante da diver­si­dade que apre­sen­ta­mos na noite pop, não tem como criar um per­fil dela, só se tivés­se­mos uma arma ao dis­por… uma rádio para pro­mo­ver as ban­das logo depois do car­na­val, é assim que fun­ci­ona em vários luga­res do mundo, uma rádio pro­move o fes­ti­val e vem fazendo o clima junto ao público, com pro­mo­ções etc. Esse fator tem que ser levado em conta. Eu disse pra Transamérica que só anun­ci­ava por­que pre­ci­sava dar retorno aos patro­ci­na­do­res, por­que não acre­dito que nin­guém vá para o fes­ti­val por­que ouviu na Transamérica, entende? Só se eles tocas­sem as ban­das na pro­gra­ma­ção, se real­mente se envol­ves­sem com o festival.

Rádio pública deca­dente, então remar con­tra a cor­rente é isso, desde sem­pre tem um out­door na frente do posto em que abas­teço, fiquei olhando a pro­gra­ma­ção da noite pop, me colo­quei no lugar do público em geral, os comen­tá­rios seriam, “não conheço nin­guém.…”. Realmente, um out­door no Recife com Siba, Volver, Television, Jeneci e Móveis, é pro­gra­ma­ção para pou­cos… não mais do que 5 mil pes­soas, entende? Tivemos quase isso entre pagan­tes e con­vi­da­dos… agora ima­gina 3/4 músi­cas do Siba, Volver e Móveis tocando na rádio e cha­mando o público, tería­mos mais 2/3 mil pes­soas, não falo só do APR, mas dos shows locais, fes­tas, etc. Tá tudo na inter­net, mas falta fil­tro pra che­gar no grande público alienado.

Diante do con­ceito ini­cial do fes­ti­val em 1993, você con­se­gue reconhecê-lo da mesma forma 21 anos depois? 

Reconheço no sen­tido da aposta em novos nomes, carac­te­rís­tica que nunca per­de­mos, mas as cha­ma­das reve­la­ções eram do tempo que as gra­va­do­ras vinham e con­tra­ta­vam. Hoje a reve­la­ção é Volver, que vai pra SP e damos sta­tus de atra­ção prin­ci­pal, mas não tem público de atra­ção prin­ci­pal, está em pro­cesso de for­ma­ção, entende? Temos inten­ção de mos­trar ban­das legais, que estão fazendo sua parte, na cir­cu­la­ção, divul­ga­ção, pro­mo­ção, etc. Para ajudá-las a se expor a um público que está indo para ver os prin­ci­pais. Em 1993 come­ça­mos rece­bendo fitas demo (K7), hoje pou­cas ban­das nos enviam mate­rial físico, ape­nas 10% do que rece­bía­mos (via Correios), a maior parte dos con­ta­tos são vir­tu­ais, rece­be­mos links pro YouTube, SoundCloud, My Space, FanPage.

Tivemos que mudar para sobre­vi­ver à mudança impen­sá­vel do mer­cado da música. Depois do Motorhead em 2009, pre­fe­ri­mos não ficar refém de uma só banda de 200 mil reais pra tra­zer público, pre­fe­ri­mos inves­tir em uma com­bi­na­ção. Entre 2008/2009, per­de­mos a Petrobrás por causa da crise mun­dial e está­va­mos com­pro­me­ti­dos com a Motorhead, a banda mais cara da nossa his­tó­ria. Aí veio o Iron Maiden quinze dias antes e nos tirou, pelo menos, 2 mil pagan­tes, então, deci­di­mos não mais ficar refém de uma banda grande, mas de com­por uma pro­gra­ma­ção. Tarefa nada fácil, ainda mais em rela­ção à noite pop que não pode­mos entrar na con­cor­rên­cia com SWU, Lollapalooza e Rock in Rio, ten­ta­mos então tra­zer ban­das que estes fes­ti­vais não tra­zem ou não se interessam.

Acredito que mui­tas coi­sas são leva­das em con­si­de­ra­ção nas reu­niões de cura­do­ria do fes­ti­val, mas tem como fazer uma sín­tese disso? E qual a impor­tân­cia da che­gada de Bruno Nogueira e Guilherme Moura nesse processo?

Ineditismo do show na cidade, impor­tân­cia da banda, ine­di­tismo da banda na cidade, momento da car­reira da banda, quan­ti­dade de vezes que já tocou no fes­ti­val, custo bene­fí­cio, se teria público no Recife, com­bi­na­ção da noite, oferta de pro­du­to­res par­cei­ros que estão tra­zendo nomes na época do APR, opor­tu­ni­da­des de con­tra­ta­ção, tudo isso somado à rea­li­dade do Recife. São pou­cas as cida­des no Brasil que tem essa oferta de shows gra­tui­tos, os mai­o­res gar­ga­los dos 1990 ainda são os mes­mos… difu­são, prin­ci­pal­mente a situ­a­ção das rádios, mas tam­bém a ausên­cia de um cir­cuito nor­des­tino com boa estru­tura, para as ban­das cir­cu­la­rem e for­ma­rem público… não temos rádio, não temos clubs, temos pouco público formado.

Chamei Bruno e Guilherme para divi­di­rem comigo a res­pon­sa­bi­li­dade da cura­do­ria, do con­tato com as ban­das, de obser­var a cena local, naci­o­nal… Bruno vai sair, acho que ficou com­pli­cado de tempo, ele quase não veio nas reu­niões do APR 2013, Guilherme se envol­veu mais. Eu tenho uma expe­ri­ên­cia maior com cura­do­ria, viajo sábado pra fazer a cura­do­ria da Feira da Música de Fortaleza, 2º ano con­se­cu­tivo, fiz 2 edi­ções da Feira da Música Brasil, fiz a Womex em 2010, Projeto Pixinguinha, tam­bém sou um dos cura­do­res do pro­jeto de cir­cu­la­ção de artis­tas de Minas Gerais. As tur­nês que par­ti­cipo tam­bém dão uma opor­tu­ni­dade de ver muita coisa legal que não chega por aqui.

A pre­o­cu­pa­ção com a bilhe­te­ria pode pre­ju­di­car a qua­li­dade artís­tica do APR?

Não há pre­o­cu­pa­ção com bilhe­te­ria no APR, pla­ne­ja­mos sem­pre em cima dos ante­ri­o­res, em ter­mos de orça­mento… o que vamos gas­tar com ban­das, pas­sa­gens, vis­tos, etc. Contamos sem­pre com a mesma média do público do ano ante­rior, quando sur­pre­ende, como em 2013, lindo… sobra um dinhei­ri­nho, muito menos do que possa se pen­sar. A grana da Petrobrás e Governo de PE, prin­ci­pal­mente, vem para bara­tear o ingresso. Toda a imprensa de SP/RJ comen­tou o quanto é barato e justo o preço do APR, gra­ças aos prin­ci­pais patro­ci­na­do­res. Não nos pre­o­cu­pa­mos em fatu­ra­mento, nos pre­o­cu­pa­mos em fazer uma boa edi­ção, apos­tar em novos nomes, shows iné­di­tos e atrair inte­res­sa­dos na programação.

Há tem­pos não temos um Rappa, Skank, Nando Reis na pro­gra­ma­ção… essas ban­das atraíam um público curi­oso, hoje não há mais público curi­oso. No caso do Recife. Há um nicho de mer­cado, assim como na região, mas o que ofe­re­ce­mos está fora da grande mídia, show para grande público, só com astis­tas da “mídia”.… O melhor exem­plo de como é difí­cil fazer um fes­ti­val aqui na região foi o Festival de Verão do Recife, come­çou poprock… com Otto, NZ, Cidade Negra, Los Hermanos… acho que em 2003/2004, muita mídia da Globo, com muita ante­ce­dên­cia, mas, o poprock não levou o público espe­rado, daí no 2º ano já mete­ram um axé music no meio, depois mete­ram forró do mal no meio… na última edi­ção era forró, brega e axé, com Nando Reis no meio disso tudo. Aí nau­fra­gou, mesmo com a TV Globo Nordeste por trás e com a maior casa de shows da cidade, o Chevrolet Hall, por trás também.

Existe tanto uma escas­sez de pal­cos e, con­se­quen­te­mente, de fes­ti­vais aqui na cidade. Tanto que o Abril pro Rock con­ti­nua sendo um dos prin­ci­pais do Estado. Essa supre­ma­cia de alguma forma pode ser nociva para a for­ma­ção de novas cenas musicais? 

Acho que não, as difi­cul­da­des sem­pre irão exis­tir para novos artis­tas e cenas, o melhor é enca­rar a real como ela é… vejo sur­gir muita gente legal, mas pouca oferta de shows e luga­res pra tocar, como sem­pre a região tam­bém não ajuda… eu sem­pre digo, no dia que tiver um cir­cuito de luga­res pra 300/500 pes­soas, orga­ni­za­dos para novos artis­tas em cida­des como Mossoró, Campina Grande, Caruaru, Petrolina, Vitória da Conquista, Crato, e mais as capi­tais, a cena inde­pen­dente daria um salto grande, mas a real é dura e crua… por isso muita gente se manda para o Sudeste, pra tra­ba­lhar e pro­mo­ver mais. Quanto tempo mais pra ter­mos esse cir­cuito nor­des­tino, ou NO/NE? Aí vejo novos cole­ti­vos, muita gente jovem pro­du­zindo, mas quase sem­pre mais do mesmo… ado­ra­ria ver uma galera jovem, orga­ni­zada, assu­mindo um infer­ni­nho, como era o N.A.V.E., o MUDA, o Acre.… o Quintal do Lima nem digo, por­que o nome já diz, era um quin­tal.… sem infra, sem clima, aten­di­mento pés­simo, mere­cia fechar mesmo. Por incrí­vel que pareça, tenho visto mais shows com público no Acre, do que no UK Pub.

Voltando ao Abril pro Rock deste ano, o que achou da per­for­mance dos pernambucanos?

Achei bem legal… Dunas do Barato e JuveNil são for­tes can­di­da­tos para 2014 no APR, acom­pa­nho essa cena de perto, vou sem­pre no Desbunde Elétrico. Babi Jaques já havia tocado em 80 cida­des bra­si­lei­ras, tinha que ser reco­nhe­cida, foi fina­lista do Bis Pro RockTagore quase rolou em 2012, mas acho que foi melhor para ele em 2013, mesmo. Optamos por Tibério em 2012, tava com disco novo. A Vocífera foi uma grata sur­presa, uma banda de garo­tas de metal, tava fal­tando na forte e con­so­li­dada cena de metal local… esta­mos sem­pre aber­tos a conhe­cer as ban­das novas, não só daqui. Ano pas­sado fui no Goiânia Noise, no Porão do Rock (DF), Guilherme foi no Festival DoSol, esta­mos sem­pre aten­tos, inclu­sive atra­vés das cole­tâ­neas da MI, na ver­dade acho que temos que criar um 3º palco menor no APR, pra artis­tas e ban­das peque­nas, como já tive­mos… o pro­blema é sem­pre custo.

Seria uma boa. Vou te cobrar.

Tivemos em 2008, mas caiu naquela corte de cus­tos entre 2008/2009, pela saída da Petrobrás, pela mal­dita crise mun­dial. Mas já estou ava­li­ando as ideias pra 2014, acaba um, começa o outro, já tem umas cinco ban­das que não rola­ram esse ano e que podem rolar em 2014. O pró­prio Amarante, que vem para o Recife entre agosto e setem­bro e que pode vol­tar em abril para o nosso festival.

Paulo, acho que já temos um bom  mate­rial… você quer falar mais alguma coisa?

Cara, rolou uma reu­nião da FBA (Festivais Brasileiros Associados) no APR… eu sou o pre­si­dente, que­re­mos cir­cu­lar ban­das grin­gas de pequeno e médio porte, não só nos fes­ti­vais, mas tam­bém fazer tur­nês pelas cida­des dos fes­ti­vais. Uma coisa, por exem­plo, é o Silva vir fazer um show no Recife, nem sei onde, tea­tro tal­vez… outra coisa é tocar em um fes­ti­val, a visi­bi­li­dade é muito maior, isso vale para outros fes­ti­vais de todas as regiões, não há pla­ta­forma melhor de pro­mo­ção no Brasil para um artista ou banda jovem… o desa­fio é sem­pre a con­ti­nui­dade, depois do cir­cuito dos fes­ti­vais, é com­pli­cado uma banda se man­ter no Brasil, nem todas con­se­guem, mas esta­mos todos tra­ba­lhando pra melho­rar isso, aumen­tar a visi­bi­li­dade para as ban­das, cenas musi­cais e regiões do país.

Mixtape Mi#12 com Siba, Naná Vasconcelos, Songo, Bongar, Alessandra Leão e mais

O garimpo con­ti­nua e a Mixtape µ#12 evi­den­cia mais uma recorte da música con­tem­po­râ­nea pernambucana

Com o olhar vol­tado — em prin­cí­pio — para a música tra­di­ci­o­nal do Estado, os artis­tas pre­sen­tes nesta mix­tape estão envol­tos por rit­mos, gêne­ros e esté­ti­cas que for­mam a iden­ti­dade musi­cal pernambucana.

Assim, a refe­rên­cia aos gran­des mes­tres da música de rua são incon­tá­veis e — pode­mos dizer — essen­ci­ais para o res­piro de reno­va­ção pre­sente em suas obras.

Nesta iné­dita Mixtape µ #12 figu­ram artis­tas que já esti­ve­ram em outras sele­ções, como Caçapa com Coco Rojão N1; Siba com a música Alados, Alessandra Leão com Boa Hora, Saracotia com Caminhando e Rivotrill com Capim Queimado.

Destacamos tam­bém as estreias do grupo armo­rial Sa grama com a faixa Mãe dos Homens; do mes­tre Naná Vasconcelos com Ondas; e dos gru­pos Songo e Bongar com Na casa de Silvana e Odé.

Até o pre­sente momento o pro­jeto Mi já mapeou por volta de 140 artis­tas per­nam­bu­ca­nos em ape­nas um ano de vida.

E a pes­quisa continua.…

* Ouça nos­sas outras mix­ta­pes.

[Diário de Bordo MI#4] — Luigi Anghinoni

A edi­ção #4 da Mi-Independente está sendo for­ma­tada e as entre­vis­tas já estão em pro­cesso de pro­du­ção. Dessa vez con­ver­sa­mos com Luigi Anghinoni

Conhecemos o tra­ba­lho do artista atra­vés da Coletânea Recife Lo-Fi orga­ni­zada pelo músico per­nam­bu­cano Zeca Viana. Na oca­sião do garimpo está­va­mos bus­cando uma música para inse­rir no con­ceito trip-hop da nossa Mixtape#9 e nos depa­ra­mos com O Charme da Carranca.

Achamos a faixa incri­vel­mente forte e com uma atmos­fera que está­va­mos pre­ci­sando naquele momento.

“Escrevi a letra de O Charme da Carranca no bar da Aloma [Galeria Café Aloma Bandeira] na cidade alta de Olinda… a música fala sobre aquela mulher mal­vada, encosto. Que faz o amigo sofrer”, nos falou Luigi Anghinoni em entre­vista via Skype na última segunda-feira.

Morando atu­al­mente em Estocolmo, o músico teve que pas­sar a madrugada/manhã da terça-feira acor­dado res­pon­dendo paci­en­te­mente nos­sas per­gun­tas que dura­ram por volta de 2 horas e meia.

A pauta da entre­vista cir­cu­lou entre vida na Suécia, matu­ri­dade musi­cal, Gilberto Gil, Flying Lotus, Johnny Hooker, voz, vio­lão, pro­gra­ma­ção ele­trô­nica, amigos/mentores, ofí­cio de músico e pro­du­tor, ati­vismo, frus­tra­ções e o EP de estreia Ombudsman, dedi­cado à cidade de Estocolmo e que será lan­çado no meio do ano.

Há pouco, Luigi dis­po­ni­bi­li­zou o pri­meiro vide­o­clipe do Ombudsman, da música Phalling, diri­gido por Mariana Menezes Lindén, amiga reci­fense resi­dente tam­bém na Suécia.

* Escute Luigi Anghinoni em nossa Mixtape#9 ou no sound­cloud do artista.

* As fotos pos­ta­das nesta maté­ria foram pro­du­zi­das pelo pró­prio músico durante a entrevista.

[Diário de bordo MI#4] — Claudio N

A edi­ção #4 da Mi-Independente está sendo for­ma­tada e as entre­vis­tas já estão em pro­cesso de pro­du­ção. Dessa vez con­ver­sa­mos com Claudio N.

Na noite da última sexta-feira, o músico abriu a porta da casa — situ­ada no bairro da Várzea — para rece­ber a nossa equipe. “Você tá escu­tando o baru­lho de algum carro? Pronto, é isso que eu gosto”, nos falou Claudio jus­ti­fi­cando, de forma plau­sí­vel, a opção de morar em um lugar des­lo­cado do caos urbano cada vez mais carac­te­rís­tico da cidade onde vivemos.

Nascido em Paulo Afonso, o bai­ano Claudio N veio morar no Recife no começo dos anos 1990. Aqui, come­çou a ter um pouco de visi­bi­li­dade com o pro­jeto Chambaril, que lhe ren­deu elo­gios — dis­pen­sa­dos pelo pró­prio — do norte-americano DJ Diplo e tam­bém uma entre­vista inti­mista e con­tro­versa na edi­ção #1 da sau­dosa Revista Coquetel Molotov.

 

Controvérsia esta que parece estar cada vez mais dis­tante do coti­di­ano de Claudio. Percebemos em nossa entre­vista [que durou por volta de 1 hora] uma pes­soa muito mais focada nas coi­sas essen­ci­ais da vida, com­pro­me­tido com a medi­ta­ção diá­ria e imbuído de um dis­curso de matu­ri­dade carac­te­rís­tico de quem pas­sou dos 30 e tá na urgên­cia de orga­ni­zar a vida.

E essa matu­ri­dade [ou auto­co­nhe­ci­mento] tem refle­tido no resul­tado do pró­ximo disco do músico que escu­ta­mos na ínte­gra na oca­sião da visita. Esse novo momento não quer dizer — neces­sa­ri­a­mente — que ele está mais sério. Muito pelo con­trá­rio. Mas aquele mesmo cara do Chambaril, Familiar e Claudio N (2012), pelo visto, parece que já faz parte do pas­sado. Pelo menos nessa fase.

“Aguarde e confie”.

* Escute Claudio N em nossa Mixtape #7 ou no sound­cloud do artista.

 

[Diário de Bordo Mi#4] — Nebulosa Quinteto

A edi­ção #4 da Mi-Independente está sendo for­ma­tada e as entre­vis­tas já estão em pro­cesso de pro­du­ção. Ontem foi a vez da Nebulosa Quinteto.

O encon­tro foi no apar­ta­mento do con­tra­bai­xista Bruno Vitorino, situ­ado em uma arbo­ri­zada e tran­quila rua do bairro do Parnamirim — zona norte recifense.

Além do anfi­trião e ide­a­li­za­dor da banda, esti­ve­ram pre­sen­tes o gui­tar­rista Fred Lyra (Mojav Duo) e o cla­ri­ne­tista Luciano Emerson (5PE). Da for­ma­ção, fal­ta­ram a flau­tista Cecília Pires e o bate­rista Márcio Silva.

(Da esq. p/ dir.) — Bruno Vitorino, Luciano Emerson e Fred Lyra

A Nebulosa Quinteto é um grupo de jazz ins­tru­men­tal for­mado em 2011 e tem como prin­cí­pio básico a busca por se liber­tar das for­mas rígi­das da música, “a gente sub­verte as for­mas, a gente cos­tuma expor os temas e tra­ba­lhar com a cons­tru­ção e des­trui­ção deles”, falou Bruno Vitorino.

Além de des­nu­dar os prin­cí­pios esté­ti­cos que nor­teiam a Nebulosa, a entre­vista fus­ti­gou ricas e apro­fun­da­das dis­cus­sões anco­ra­das — prin­ci­pal­mente — pelos músi­cos Bruno Vitorino e Fred Lyra.

A con­versa — que durou por volta de 1 hora e meia — per­fi­lou sobre diver­sos temas, como por exem­plo, o con­ceito que está por trás do nome Nebulosa, o pro­cesso cri­a­tivo do grupo; a ten­são entre liber­dade cri­a­tiva vs. limite da forma; a (não) mas­si­fi­ca­ção da música expe­ri­men­tal; o esva­zi­a­mento da arte enquanto agente de trans­for­ma­ção; a oni­pre­sença de Thelonious Monke —  como não pode­ria dei­xar de ser — jazz, muito jazz.

A entre­vista ren­deu momen­tos incrí­veis e saí­mos extre­ma­mente satis­fei­tos com o mate­rial coletado.

* Escute a Nebulosa Quinteto em nossa Mixtape #7 ou no sound­cloud do grupo.

Por que o músico independente precisa conhecer o Porto Musical?

» por Rodrigo Édipo (edi­tor da Mi Independente)

No último dia do Porto Musical decidi vol­tar pra casa sem assis­tir aos show­ca­ses. Por curi­o­si­dade lúdica (pro­va­vel­mente dis­far­çada de crí­tica), no cami­nho de volta bus­quei na memó­ria artis­tas garim­pa­dos pela Revista Mi que esti­ve­ram pre­sen­tes nes­ses três dias de conferência.

Em um uni­verso de 30 pro­je­tos cata­lo­ga­dos por nós, o número alcan­çado é tão irri­só­rio que con­tei nos dedos de pouco mais de uma mão. Ou seja, a defa­sa­gem foi con­si­de­rá­vel e merece aten­ção… mas este texto não pre­tende lis­tar pos­sí­veis empe­ci­lhos que pos­sam jus­ti­fi­car o fenômeno.

A ideia aqui é ofe­re­cer um olhar par­ti­cu­lar de quem esteve lá para que os artis­tas inde­pen­den­tes ausen­tes neste ano ava­liem com melhor emba­sa­mento uma pos­sí­vel pre­sença nas edi­ções futu­ras do evento ou em con­fe­rên­cias do gênero.

Pra quem não conhece, o Porto Musical é uma con­ven­ção par­ceira da WOMEX que pri­vi­le­gia deba­tes sobre música e negó­cios. E a impor­tân­cia do evento para o músico inde­pen­dente já começa a se legi­ti­mar a par­tir daí, pois sabe­mos que as mudan­ças (e inde­fi­ni­ções) na cadeia pro­du­tiva musi­cal estão o obri­gando a focar não somente na cri­a­ção da obra, mas tam­bém se pre­o­cu­par com a pro­mo­ção mer­ca­do­ló­gica da mesma.

Portanto, com­pa­re­cer ao Porto Musical é uma opor­tu­ni­dade para exer­cer de forma pro­fis­si­o­nal, “sem ver­go­nha” e em bom inglês, o Do It Yourself da car­reira. É a chance de “se virar nos 30” em ape­nas três dias. É ver­dade que as pales­tras e mesas redon­das por mais inte­res­san­tes que pos­sam ser, pecam tanto na inte­ra­ção entre público/palestrante que o for­mato deve­ria ser repen­sado em even­tos de pequeno e médio porte deste tipo. Mas o Porto Musical não é só isso. É aí que está o pulo do gato.

Este rela­tivo dis­tan­ci­a­mento durante as con­fe­rên­cias não se vê nos Speed Meetings (foto acima), encon­tros de 15 minu­tos pro­mo­vi­dos pelo pró­prio evento medi­ante a uma pré­via ins­cri­ção para que o público con­verse indi­vi­du­al­mente com cada con­fe­ren­cista, seja pra “ven­der o peixe”, ser­vir de con­sul­to­ria ou ape­nas “aper­tar a mão”.

Além disso, em con­versa de cor­re­dor com Paulo André Pires, ele me disse que dife­ren­te­mente do ano pas­sado, a estru­tura física do evento esse ano per­mi­tiu que se cri­asse um espaço de con­vi­vên­cia entre os tea­tros Apolo e Hermilo Borba (os dois pré­dios onde foram rea­li­za­das as con­fe­rên­cias) que ser­viu de troca de expe­ri­ên­cias pela limi­ta­ção geo­grá­fica do lugar e — pelo menos pra mim — tam­bém por conta de uma lan­cho­nete que ser­viu café grá­tis durante todo o evento.

Apesar do meu oti­mismo dis­far­çado de ati­vismo, seria ingê­nuo enxer­gar estas situ­a­ções como a solu­ção de todos os pro­ble­mas do músico inde­pen­dente, mas tam­bém seria injusto da minha parte fazer vista grossa para as opor­tu­ni­da­des flu­tu­an­tes ao ver em um mesmo micro-contexto — seja nos Speed Meetings ou no espaço de con­vi­vên­cia - nomes que coti­di­a­na­mente cir­cu­lam em uni­ver­sos dife­ren­tes e que difi­cil­mente divi­di­riam um mesmo ambi­ente facil­mente — isso devido a diver­sos fato­res, o prin­ci­pal deles é o sucesso pro­fis­si­o­nal em dife­ren­tes níveis que fatal­mente dis­tan­cia as pessoas.

Então, no Porto Musical vimos em um mesmo (infor­mal) ambi­ente nomes como Paulo Paes, o citado Paulo André Pires (Abril pro Rock), Jonathas de Vargas (Lolapalloza), José da Silva (Kriol Jazz Festival), Jarmeson de Lima & Ana Garcia (Coquetel Molotov), Fruszina Szep (Sziget Festival), Vinícius Nunes (Estúdio Base), Zé Manoel, Paloma Granjeiro (Sambada Comunicação), Sipho Sithole (Africa Cup of Nations), Roger de Renor (TV PE), Zegon, Raul Luna (Mi Independente).…

.….Diego Albuquerque (Hominis Canidae & Altnewspaper), Tathianna Nunes & Rodrigo Coelho, Gilmar Bola 8 (Combo X), Roberto Kramer (Medula), Davide Bortot (Redbull Musicy Academy), Ricardo Maia (Ex-exus), Danka van Dodewaard, Giordano Cabral (Daccord Music Software), Pérola Braz & Melina Hickson (Fina Produção), Eduardo Castro (EBC), Gutie (Rec-beat), Filipe Barros (Bande Dessinée), Rafael Cortes (Assustado Discos),  Arto Lindsay (foto abaixo) e mais…

…isso sem con­tar com as cer­ve­jas “pós-expediente”.

Perceber a inte­li­gên­cia cole­tiva cir­cu­lante que pode ser fomen­tada atra­vés da inte­ra­ção de todos esses nomes e ima­gi­nar o que pode sair desta fric­ção é extre­ma­mente ani­ma­dor e já jus­ti­fica a rele­vân­cia do evento.

Portanto, não há como negar que para um músico inde­pen­dente inte­res­sado em ficar mais ami­gá­vel com o busi­ness, mesmo com fer­ra­men­tas con­tem­po­râ­neas incrí­veis e faci­li­ta­do­ras como as redes soci­ais, cada metro qua­drado ocu­pado estra­te­gi­ca­mente entre o Apolo e o Hermilo pode­ria fazer uma grande dife­rença na carreira.

Ou não.

Até por­que tudo isso não deixa de ser ape­nas gar­ra­fas joga­das ao mar à espera de algum retorno.

E é aí onde quero che­gar: Sua car­reira vale o investimento?

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Fotos: Beto Figueirôa

Mixtape MI#11, com Gilú Amaral, Pajé Limpeza, Paebirú, Stank e mais

A Mixtape µ#11 soli­di­fica ainda mais o olhar MI para a música inde­pen­dente pernambucana

Nesta iné­dita sele­ção temos o orgu­lho de apre­sen­tar em pri­meira mão 03 fai­xas dos expe­ri­men­tos de Gilú Amaral (Orquestra Contemporânea de Olinda) em par­ce­ria com Arto Lindsay (músico & pro­du­tor de artis­tas como Caetano Veloso, Marisa Monte, David Byrne e Animal Collective.); Renato Godoy e com par­ti­ci­pa­ção do músico Hugo Linns (Wassab).

Destacamos tam­bém Pedro Black, músico que conhe­ce­mos no pro­jeto Novas Joias e que nos impres­si­o­nou muito com a faixa Luzes; Stank, novo tra­ba­lho de DJ Dolores e Yuri Queiroga com a faixa Godê Pavão; e Jimbo e Videoforza, pro­jeto cata­lo­gado na Revista MI#3 com a faixa Domino.

E temos a nobre pre­sença de clás­si­cos como Lula Cortês & Zé Ramalho com a faixa Nas Paredes da Pedra Encantada do disco Paebiru; Cinval Coco Grude com Cidade Ogiva, faixa do disco Urânio; Pajé Limpeza com Solito, Stela Campos & Loop B com Vinheta do disco Céu de Brigadeiro.


Contabilizando os nomes evi­den­ci­a­dos nas edi­ções impressa e mix­ta­pes vei­cu­la­das online, já docu­men­ta­mos por volta de 130 artis­tas per­nam­bu­ca­nos em um ano de pro­jeto.

O garimpo continua.…

* Conheça nos­sas outras mixtapes

Cobertura do Lançamento Mi#3 por Corujas

No dia 03/1/13 acon­te­ceu o lan­ça­mento da ter­ceira edi­ção da Revista Mi no Bogart Café. Para a oca­sião, tive­mos a efi­ci­ente cober­tura da Assessoria de Mídias Sociais e Produtora Audiovisual da Corujas.

Além do apoio na divul­ga­ção para a imprensa e nas redes soci­ais, a pro­du­tora tam­bém tra­ba­lhou na cober­tura foto­grá­fica do evento e na pro­du­ção deste vídeo com um alto teor de refi­na­mento. ;)

 

A equipe µ ficou extre­ma­mente satis­feita com a par­ce­ria e espera que ela se repita nos pró­xi­mos lançamentos! =)

Corujas é:

Bruna Valença — Diretoria de Audiovisual
Bruna Leite — Diretoria de Planejamento e Produção
Raquel Monteath — Diretoria de Imprensa

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