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Vitor Araújo, Wassab, 3 Ets Records, Hrönir, Sãomer Zwadommit, Jimbo & Videoforza, Zeca Viana, Badminton, Saracotia & Rua

Audição Novas Joias — Matheus Mota

No segundo dia de audi­ção do pro­jeto “Novas Joias” quem com­pa­re­ceu ao Estúdio Das Caverna foi Matheus Mota, músico de 25 anos com uma pro­posta esté­tica inu­si­tada e tor­tu­osa, porém — ape­sar da apa­rente estra­nheza — con­den­sada em belas e nos­tál­gi­cas melodias.

Após se per­der no bairro onde pas­sou parte da infân­cia, com a nossa ajuda ele con­se­guiu ‘se achar’ e — de forma tímida e “a pai­sana” (como gosta de falar) — che­gou ao estú­dio logo cha­mando aten­ção para a roupa (de casa) que esco­lheu para a audição.

Primeiramente tive­mos uma boa con­versa sobre a tra­je­tó­ria do músico, que incluiu temas como dese­nho, fil­mes trash, Trama Virtual, São Paulo, Vanguarda Paulista, Béla Bartok e a vin­gança como argu­mento criativo.

Assim como Sofia Freire no dia ante­rior, Matheus tam­bém fez uso do Rhodes para gra­var duas músi­cas do reper­tó­rio esco­lhi­das por ele e, com o humor na medida certa e de forma extro­ver­tida, agra­dou a todos den­tro do estú­dio com a assi­me­tria e a leveza das suas canções.

* Conheça mais Matheus Mota aces­sando o SoundCloud do artista.

No Ar | Coquetel Molotov terá stand Mi-Independente

A µ marca pre­sença no Festival No Ar|Coquetel Molotov(2012) 

Nos dois dias do fes­ti­val (21 e 22 de setem­bro) esta­re­mos com um stand ven­dendo as nos­sas esti­ma­das revis­tas #1 e #2. A uni­dade cus­tará R$15,00; duas uni­da­des sairá pelo valor de R$25,00. A forma de paga­mento será em dinheiro.

Veja abaixo quais os nomes que com­põem cada edição:

Revista #1

. Kalouv . D Mingus . Marditu Soundz . Siba . Pajé Limpeza . Caçapa . Paes . MadelleFammes . Ex-exus . Matheus Mota

Revista #2

. Ahlev de Bossa . Desalma . Mateus Alves . Originais do Sample . Stela Campos . Zé Manoel . Re:combo . Sem Peneira pra Suco Sujo . Trio Eterno . Retrôvisores

* A publi­ca­ção vem com 10 entre­vis­tões + artigo & pos­ter encar­tado (espaço µ+) + CD com músi­cas dos artis­tas de cada edi­ção. ;)

Entrevista: Matheus Mota e A Noite do Desbunde Elétrico

Como alguns já sabem, ele é um dos entre­vis­ta­dos da µ#1 e neste sábado fará show no fes­ti­val A Noite do Desbunde Elétrico — 6. Em con­versa rápida hoje à tarde atra­vés do, popu­lar­mente conhe­cido, face­chat, Matheus Mota nos con­tou mais ou menos como vai ser o show do pró­ximo sábado e falou tam­bém de outras coi­sas igual­mente inte­res­san­tes. Confira.

µ: Como vai ser esse teu show? Duração, inte­gran­tes, etc.

M.M: O show me parece que vai ter 50 minu­tos, incluindo arru­mar o palco e toda a para­fer­ná­lia, ou seja, na ver­dade mesmo vai ser em torno de 40 minu­tos de show. Os músi­cos que vão me acom­pa­nhar são Tiago Barros (Marditu Soundz) na bate­ria, Rodrigo Padrão na gui­tarra, Thiago Canuto no baixo, Aninha Martins e Maira Bruce nos vocais. Eu no teclado e voz. A banda tá expan­dindo para ter mais inte­gran­tes, mas por enquanto para esse show  vai ser essa for­ma­ção mesmo.

µ: Pra quem viu teu show no #OcupeEstelita, esse show de sábado vai ser diferente?

M.M: Vai ser dife­rente por­que aquele show me con­vi­da­ram numa sexta à noite pra tocar no domingo de manhã. A banda não se via havia três sema­nas. Mas ape­sar disso tudo muita gente gos­tou do show, foi rápido, com per­for­man­ces muito atí­pi­cas para a sele­ção do local… mas o som estava pés­simo, a gente não se ouvia, foi mais a “ati­tude” de tocar no cais. E claro, fazer um jabá que nin­guém é de ferro. Esse show do Desbunde temos um reper­tó­rio de 13 a 15 músi­cas, mas deve­re­mos tocas umas 10. A banda é recente, tem só 2 meses… os últi­mos ensaios têm sido bem exi­gen­tes, mas o som ideal vai apa­re­cer ao longo dos nos­sos pró­xi­mos shows. Eu que­ria até ver se gra­vava o show para escu­tar depois…

O Desbunde foi um con­vite que caiu bem, por­que eu ten­tava tocar desde que o evento existe, mas riam de mim por­que eu não tinha banda. E de repente, vamos tocar no melhor horá­rio da noite, e pro­va­vel­mente, com uma estru­tura de som boa.

µ: O que con­cei­tu­al­mente sig­ni­fica pra você o fato de tocar no Desbunde?

M.M: Bom, o fes­ti­val come­çou com um rótulo de “fes­ti­val de rock psi­co­dé­lico”, “lisér­gico”… que é algo que já não se sus­tenta, esse som se res­tringe a tipos espe­cí­fi­cos de banda. E a edi­ção desse ano é muito eclé­tica, tem desde Glauco e O Trem a Monstro Amor, que são pro­pos­tas muito dis­tan­tes desse rótulo hip­pie under­ground. É um fes­ti­val orga­ni­zado por ban­das, a mai­o­ria ami­gos que me apoi­a­ram ao longo do tempo, por mais dis­tante que eu esti­vesse de ser um “nome”.

µ: Então existe um sen­ti­mento de grupo no fes­ti­val, como se fosse uma mesma galera…

M.M: Não é exa­ta­mente um fes­ti­val com cura­do­ria, cate­go­ria, pre­mi­a­ção, eles são muito con­ci­sos em dei­xar isso claro… é um evento de ami­gos sole­ne­mente igo­ra­dos pela cena. Acaba sendo um evento de resis­tên­cia, por mais que, da minha parte, não exista esse sen­ti­mento. Eu ape­nas quero tocar, difun­dir o som. As edi­ções têm melho­rado muito com os anos, além de já ter pas­sado nomes como Almir de Oliveira e Lula Côrtes. Isso com cer­teza dá um hype bacana pra festa.

µ: Voltando a teu show do sábado, tem como adi­an­tar o set list?

M.M: Tocaremos músi­cas que apa­re­cem em mix­ta­pes da µ, além de parte do meu EP Volta ao mundo de bici­cleta (2009) e outras músi­cas iné­di­tas que vão sair no pró­ximo disco, que vai se cha­mar Desenho. O da capa do ele­fante na praia.

µ: Pra fina­li­zar, qual show da noite tu tás muito na pilha de assis­tir? E por que?

M.M: Eu tô curi­oso pra ver o show de Glauco (e O Trem) por duas razões: Uma é que Glauco me disse que tava colo­cando umas músi­cas novas, e é sem­pre inte­res­sante. A outra é por­que nosso gui­tar­rista vai tocar em 03 ban­das (inclu­sive n’O Trem), fato esse que deve­ria fazer o fes­ti­val se cha­mar Rodrigo Padrão Apresenta: Festival Desbunde Elétrico. Então eu vou ver ele se que­brando com 3 ban­das, obvi­a­mente tor­cendo pro melhor.

µ: É isso, man. Tás afim de falar mais alguma coisa?

M.M: Não, já falei muito hehehe

µ: Ok. Qual a hora do teu show mesmo?

M.M: Por volta da 1h.

 

* Para mais infor­ma­ções sobre o Festival, veja esse vídeo.

** Para escu­tar Matheus Mota, cli­que aqui.

*** Veja aqui tre­cho da entre­vista do músico para a µ#1.

Mi#1 — Matheus Mota responde

A pri­meira per­gunta que fize­mos foi daque­las bem gene­ra­lis­tas e, por isso, com­pli­cada de res­pon­der. Estávamos inte­res­sa­dos em escu­tar — da boca do pró­prio músico — como ele se defi­nia. “Meu estilo é a pai­sana”, res­pon­deu de forma direta. A res­posta apa­renta tri­vi­a­li­dade, mas no desen­ro­lar da entre­vista vimos que real­mente diz muito sobre o cara. Matheus Mota nos rece­beu na infor­ma­li­dade do con­forto do lar para uma con­versa que você poderá acom­pa­nhar por com­pleto na Mi#1. Enquanto a revista não chega, sol­ta­mos um tre­cho por aqui.

Mi– O que acha do músico que só se sente rea­li­zado com o sucesso?

Matheus -  É uma parada que no final não vale muito, né?! Porque o cara vai se dei­xar levar pelos títu­los, pelos bro­ches, pelos tro­féus que ganha. Eu e um amigo meu está­va­mos con­ver­sando sobre uns músi­cos de São Paulo que se con­si­de­ram os heróis da nova gera­ção, e eu dizia isso a ele: pô, não acre­dito que a galera seja tão besta assim, acre­dite tanto assim. Sei lá, é muito cíclico, entra um sai outro. Vale mais a pena você dei­xar uma mar­qui­nha pon­tual, do que ima­gi­nar que hoje o cara vai virar uma espé­cie de herói, de reflexo da época, prin­ci­pal­mente por­que a época é uma mis­tura da porra. Hoje tá a fusão do Criolo doido.

Mi– Como e quando você come­çou a se envol­ver com a música? 

Matheus  - Eu sem­pre fui o mais musi­cal da famí­lia. O que me atraiu um pouco naquela época era o cara com os tecla­dos pen­du­ra­dos assim, meio gui­tarra (o músico se refere ao ins­tru­mento Keytar). Eu que­ria ter um desse. Alguém me deu um, eu não espe­rava. Depois pen­sei: “porra, vou fazer o que com essa porra?”.  Aí, fui me inte­res­sando por piano, por jazz. Só que eu com­prei meu piano agora. A vida era toda de gam­bi­arra. Tentando. Ia pra casa dos ami­gos tocar. Na escola tinha piano. Aí, des­co­bri que a tia tinha piano. E come­cei a ir pra casa dela. Quando come­çava a tocar, ela falava: “para de tocar, eu quero ver o Faustão”. Aí, fui me frus­trando, me frus­trando. Eu pre­ci­sava com­prar essa parada. Comprei, né?! Fiquei liso pra carai. Eu vol­tei pra Recife, em dezem­bro de 2010. Pretendia vol­tar pra São Paulo, em janeiro. Tava tra­ba­lhando. Tava tudo um mar de rosa. Aí, levei aquele chute na bunda da nêga. Fui demi­tido do tra­ba­lho. Comprei o piano. E fiquei liso. Como é que eu vou pagar essa porra?!

** Para conhe­cer melhor o tra­ba­lho de Matheus Mota, visite a página do músico no soundcloud.