
Como alguns já sabem, ele é um dos entrevistados da µ#1 e neste sábado fará show no festival A Noite do Desbunde Elétrico — 6. Em conversa rápida hoje à tarde através do, popularmente conhecido, facechat, Matheus Mota nos contou mais ou menos como vai ser o show do próximo sábado e falou também de outras coisas igualmente interessantes. Confira.
µ: Como vai ser esse teu show? Duração, integrantes, etc.
M.M: O show me parece que vai ter 50 minutos, incluindo arrumar o palco e toda a parafernália, ou seja, na verdade mesmo vai ser em torno de 40 minutos de show. Os músicos que vão me acompanhar são Tiago Barros (Marditu Soundz) na bateria, Rodrigo Padrão na guitarra, Thiago Canuto no baixo, Aninha Martins e Maira Bruce nos vocais. Eu no teclado e voz. A banda tá expandindo para ter mais integrantes, mas por enquanto para esse show vai ser essa formação mesmo.
µ: Pra quem viu teu show no #OcupeEstelita, esse show de sábado vai ser diferente?
M.M: Vai ser diferente porque aquele show me convidaram numa sexta à noite pra tocar no domingo de manhã. A banda não se via havia três semanas. Mas apesar disso tudo muita gente gostou do show, foi rápido, com performances muito atípicas para a seleção do local… mas o som estava péssimo, a gente não se ouvia, foi mais a “atitude” de tocar no cais. E claro, fazer um jabá que ninguém é de ferro. Esse show do Desbunde temos um repertório de 13 a 15 músicas, mas deveremos tocas umas 10. A banda é recente, tem só 2 meses… os últimos ensaios têm sido bem exigentes, mas o som ideal vai aparecer ao longo dos nossos próximos shows. Eu queria até ver se gravava o show para escutar depois…
O Desbunde foi um convite que caiu bem, porque eu tentava tocar desde que o evento existe, mas riam de mim porque eu não tinha banda. E de repente, vamos tocar no melhor horário da noite, e provavelmente, com uma estrutura de som boa.
µ: O que conceitualmente significa pra você o fato de tocar no Desbunde?
M.M: Bom, o festival começou com um rótulo de “festival de rock psicodélico”, “lisérgico”… que é algo que já não se sustenta, esse som se restringe a tipos específicos de banda. E a edição desse ano é muito eclética, tem desde Glauco e O Trem a Monstro Amor, que são propostas muito distantes desse rótulo hippie underground. É um festival organizado por bandas, a maioria amigos que me apoiaram ao longo do tempo, por mais distante que eu estivesse de ser um “nome”.
µ: Então existe um sentimento de grupo no festival, como se fosse uma mesma galera…
M.M: Não é exatamente um festival com curadoria, categoria, premiação, eles são muito concisos em deixar isso claro… é um evento de amigos solenemente igorados pela cena. Acaba sendo um evento de resistência, por mais que, da minha parte, não exista esse sentimento. Eu apenas quero tocar, difundir o som. As edições têm melhorado muito com os anos, além de já ter passado nomes como Almir de Oliveira e Lula Côrtes. Isso com certeza dá um hype bacana pra festa.
µ: Voltando a teu show do sábado, tem como adiantar o set list?
M.M: Tocaremos músicas que aparecem em mixtapes da µ, além de parte do meu EP Volta ao mundo de bicicleta (2009) e outras músicas inéditas que vão sair no próximo disco, que vai se chamar Desenho. O da capa do elefante na praia.
µ: Pra finalizar, qual show da noite tu tás muito na pilha de assistir? E por que?
M.M: Eu tô curioso pra ver o show de Glauco (e O Trem) por duas razões: Uma é que Glauco me disse que tava colocando umas músicas novas, e é sempre interessante. A outra é porque nosso guitarrista vai tocar em 03 bandas (inclusive n’O Trem), fato esse que deveria fazer o festival se chamar Rodrigo Padrão Apresenta: Festival Desbunde Elétrico. Então eu vou ver ele se quebrando com 3 bandas, obviamente torcendo pro melhor.
µ: É isso, man. Tás afim de falar mais alguma coisa?
M.M: Não, já falei muito hehehe
µ: Ok. Qual a hora do teu show mesmo?
M.M: Por volta da 1h.
* Para mais informações sobre o Festival, veja esse vídeo.
** Para escutar Matheus Mota, clique aqui.
*** Veja aqui trecho da entrevista do músico para a µ#1.